Amamentar é um ato de amor e estudos revelam que o recomendável é que amamentemos as crianças, preferencialmente, até os dois anos de idade. Essa é a recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde.

Eu consegui atingir esse objetivo, mas precisei superar alguns desafios nesse processo.

Já escrevi sobre as dificuldades que enfrentamos no início da amamentação, veja aqui. E gostaria de falar agora sobre o que vivenciei para continuar amamentando meu filho depois dos seis meses.

Se já é difícil sustentar a amamentação exclusiva até os seis meses, imagine quando nosso bebê passa dessa idade e começa a receber outros alimentos!

Costumamos ouvir comentários como: “Seu bebê ainda mama?” “Seu leite não alimenta mais”. “Menina, seus seios vão cair”. “Essa amamentação é mais uma necessidade sua do que dele”. Dentre muitos outros comentários descabidos e olhares de repreensão…

Com a orientação e o apoio adequados vai ficando mais fácil, principalmente quando nossos bebês começam a se alimentar bem com os alimentos sólidos (frutas, verduras, legumes…)

Quando voltei ao trabalho passei a amamentar pela manhã antes de sair, no final da tarde, quando retornava do trabalho, e à noite, na hora que Miguel ia dormir. Até próximo de fazer um aninho de idade ele também mamava várias vezes à noite, até que resolvi fazer o desmame noturno. Falo como isso aconteceu nesse vídeo:

Também fiz um relato completo do processo de desmame noturno de Miguel nesse vídeo:

É certo que cada mãe tem suas necessidades individuais. Para algumas está OK ficar em casa, pois não sentem vontade de sair, ir ao cinema, ir a um jantar com o marido e amigos, ir a um evento de adultos.

Contudo, para outras, chega um determinado momento em que essas atividades começam a fazer muita falta e isso é normal também.

Precisamos aceitar que para cuidar bem dos nossos filhos é necessário estarmos bem com nós mesmas. Reconhecer nossas necessidades individuais para tentar satisfazê-las faz parte desse processo!

Recaptulando, os três maiores desafios que enfrentei para promover o aleitamento materno após os seis meses foram:

  1. Ignorar a opinião dos outros;
  2. Conciliar os horários de trabalho com as mamadas;
  3. Conciliar a amamentação com as atividades de lazer, hobbies e de desenvolvimento pessoal.

Existe ainda um quarto desafio que aconteceu quando os dentes de Miguel começaram a nascer. Falo mais sobre eles neste artigo.

Enfim, acredito que todo sacrifício é válido para que meu filho tenha o melhor e, para mim, amamentar não é um sacrifício ou obrigação, mas um ato importante de amor.

Entretanto, reconheço que ainda estou aprendendo como conciliar minhas vontades de Luciana mulher, Luciana mãe e Luciana esposa. Afinal de contas, exercer uma maternidade ativa é um eterno aprendizado.

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